4.1.4 [4.1.0 reinício] – notícias da América Latina
América Latina
05/07/2026
20/04/5787
22/02/1448
[Brasil]
O Globo [4 notícias]
1. → Microplásticos e cocaína: pesquisa revela múltiplas camadas de contaminação no Rio Tietê
Por O Globo
05/07/2026 04h00 Atualizado há 6 hora
Uma nova pesquisa que percorreu o Rio Tietê da nascente, em Salesópolis, até a foz no Rio Paraná, em Itapura, analisou 14 pontos do curso d’água e constatou que nenhum está livre de contaminação. Os cientistas analisaram a presença de microplásticos, fármacos, drogas ilícitas, como cocaína, agrotóxicos, parâmetros microbiológicos, físico-químicos e biogeoquímicos.
O estudo foi conduzido pela Fundação SOS Mata Atlântica com apoio do Instituto Itaúsa e em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), da Universidade Federal do ABC (UFABC), do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA/USP) e da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS).
[…]
Em relação à presença de fármacos e drogas ilícitas, foram detectadas substâncias como cafeína, losartana, carbamazepina, diclofenaco, acetaminofeno, cocaína e benzoilecgonina.
A cafeína, utilizada em estudos ambientais como marcador de contaminação por esgoto doméstico, apareceu em todos os pontos de coleta. A benzoilecgonina, principal metabólito da cocaína, também foi identificada em diferentes trechos.
Os dados indicam maior concentração de contaminantes em áreas próximas aos centros urbanos, especialmente na Região Metropolitana de São Paulo. O ponto de Osasco apresentou os maiores valores para várias substâncias analisadas, o que evidencia a pressão exercida pela urbanização, pelo lançamento de esgoto e pela ocupação intensiva da bacia.
Mas, mesmo na nascente, onde a qualidade da água é melhor, foram identificados sinais iniciais de contaminação, o que, segundo os responsáveis pelo trabalho, aponta a capilaridade dos impactos humanos sobre o sistema hídrico.
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2. → Datafolha: Tarcísio lidera em SP com 46%, contra 30% de Haddad
Por Rafael Garcia e Samuel Lima — São Paulo
05/07/2026 00h08 Atualizado há 12 horas
Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (5) aponta que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), segue liderando a disputa pela reeleição contra Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda. O atual ocupante do cargo obteve 46% das intenções de voto no levantamento, contra 30% de Fernando Haddad (PT), o segundo colocado.
A diferença entre os dois se ampliou em relação à situação de março, quando o instituto realizou seu primeiro levantamento deste ano. Há três meses, Tarcísio tinha 44%, ante 31% de Haddad.
Outros três pré-candidatos aparecem em um distante segundo pelotão. Vera Lucia (PSTU) com 5%, Carlos Machado (PCB) ficou com 4% e Vivian Mendes (UP) com 4%. Como Tarcísio supera numericamente todos os demais nomes somados, o Datafolha aponta para a possibilidade de vitória em primeiro turno.
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Um dia antes, Tarcísio estava dividindo palanque com Nunes para inaugurar uma praça no bairro de Santa Ifigênia, no centro da capital paulista. Na região conhecida como "Cracolândia", o espaço vinha sendo ocupado por usuários de drogas. Tarcísio é pré-candidato à reeleição e só podia participar eventos do tipo como governador até este sábado, 4, pelas regras eleitorais.
Por Aline Ribeiro — São Paulo
05/07/2026 03h30 Atualizado há 8 horas
Um diálogo extraído do celular do líder da facção venezuelana Tren de Aragua mostra que, até no mundo do crime, impera a boa e velha pechincha. Na troca de mensagens sobre a venda de armamento, um integrante do Comando Vermelho reclama do valor de R$ 3 mil de frete cobrado para transportar cada arma da região Norte até o Rio de Janeiro. Do outro lado da tela, Antônio Cabrera Soterano, o Tio Antônio, chefe do grupo venezuelano no Brasil, não dá margem para negociação: “C., meu irmão, você é o que está saindo com o frete mais barato. Porque está pagando só uma porcentagem para os caras que dirigem. Imagina quando antes pagava o frete completo, mano”.
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Criada por um sindicato de trabalhadores ferroviários, o Tren de Aragua se expandiu por detentos do presídio de Tocorón, a 140 quilômetros de Caracas. Depois da desarticulação da prisão, o grupo passou a operar de uma base em Las Claritas, a quarta maior jazida de ouro do mundo, localizada no Arco Mineiro do Orinoco, no estado de Bolívar. A região é palco de disputas constantes por grupos criminosos, e sofre com degradação ambiental, devastação de florestas e tensões envolvendo os direitos das comunidades indígenas locais.
No Brasil, a estratégia do grupo para se expandir inclui o recrutamento de imigrantes venezuelanos e brasileiros, o domínio de rotas de tráfico de drogas, pontos de prostituição, garimpos de ouro e uma aliança recente com o Comando Vermelho. Com fornecedores de armas na Colômbia e Venezuela, o Tren de Aragua se tornou um dos principais provedores bélicos para a facção fluminense. Em apenas um dos aparelhos celulares apreendidos na investigação, foram identificadas negociações de fuzis 7.62, metralhadoras calibre. 50 e lança-granadas destinados a postos de atuação do Comando Vermelho no Rio de Janeiro e no Amazonas.
[…]
Os métodos de lavagem de dinheiro da facção venezuelana surpreenderam os investigadores. Associado a operadores brasileiros, o grupo usa técnicas como o “smurfing”, ou o fracionamento de depósitos em espécie em caixas eletrônicos, para burlar alertas do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). E já se vale de criptomoedas para lavar cifras milionárias — por meio de empresas de fachada, como a G.A. Transitions, a organização movimentou volumes financeiros incompatíveis com o perfil de seus operadores.
Só nesta investigação, o grupo movimentou mais R$ 6 bilhões. Desse total, R$ 428 milhões foram em transações Ilícitas.
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4. → Opep vai aumentar produção de petróleo após fim do conflito entre EUA e Irã
Por Bloomberg — Riad, Arábia Saudita
05/07/2026 08h06 Atualizado há 3 horas
Os principais membros da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) concordaram com mais um aumento modesto nas cotas coletivas de produção de petróleo para agosto, ampliando a perspectiva de que mais oferta chegue ao mercado caso o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã se mantenha.
Sete países liderados por Arábia Saudita e Rússia concordaram, durante uma videoconferência realizada neste domingo, em elevar sua meta conjunta de produção em 188 mil barris por dia, informou a Opep em comunicado publicado em seu site.
[…]
Os contratos futuros do petróleo caíram 43% em relação ao pico registrado durante a guerra e são negociados perto de US$ 72 por barril, em Londres. Como algumas projeções apontam para o retorno de um excesso de oferta global, a Opep e seus parceiros poderão em breve enfrentar a escolha entre restringir novamente a produção ou disputar participação de mercado, cenário que pode desencadear uma guerra de preços.
[…]
As perdas de receita durante a guerra levaram o Iraque a pressionar a Opep por um limite de produção significativamente maior e até a ameaçar deixar a organização. Essa ofensiva ocorre enquanto a aliança realiza uma auditoria da capacidade física de produção de cada membro para definir as metas individuais válidas a partir de 2027.
Em maio, a Bloomberg informou que a Opep+ havia traçado um cronograma para continuar elevando gradualmente as cotas de produção até setembro, concluindo assim a reversão de duas rodadas de cortes iniciadas em 2023. Um aumento em agosto representaria o penúltimo passo desse processo.
Uma terceira e última etapa dos cortes de produção está prevista para permanecer em vigor até o fim do ano, embora alguns delegados tenham afirmado no mês passado que sua reversão poderá ser antecipada. A próxima reunião do grupo está marcada para 2 de agosto.
Mesmo antes do fechamento do Estreito de Ormuz, muitos integrantes da Opep+ já enfrentavam dificuldades para produzir até o limite permitido por restrições de capacidade física. Por isso, é provável que apenas parte desse terceiro estágio de aumento da produção venha efetivamente a se concretizar.
[Colômbia]
Nación [1 notícia]
5. → Cayó alias ‘El Diablo’ en Garzón por tráfico de estupefacientes
5 julio, 2026
Un hombre conocido con el alias de ‘El Diablo’, señalado de dedicarse a la comercialización y distribución de estupefacientes y de afectar la seguridad y convivencia ciudadana en el municipio de Garzón, fue capturado.
La detención ocurrió en desarrollo de un operativo de allanamiento y registro en el barrio ‘Julio Bahamón’, de la capital diocesana del Huila, adelantado por unidades de las seccionales de Investigación Criminal (Sijin) Inteligencia Policial (Sipol) y el Modelo del Servicio de Policía Orientado a las Personas y los Territorios, todas unidades de la Policía en el Huila.
El teniente coronel Andrés Felipe Ávila, comandante Operativo de la Policía en el Huila, indicó que en el procedimiento fueron incautadas dosis de marihuana, cocaína y sus derivados. “Lo que permitió materializar la captura de este hombre de 27 años de edad por el delito de tráfico, fabricación o porte de estupefacientes”.
Agregó que alias ‘El Diablo’ era considerado un actor criminal recurrente, presuntamente vinculado a la comercialización de drogas, al hurto a personas y a la reducción de elementos hurtados en el sector.
Además, registra diez anotaciones en el Sistema Penal Oral Acusatorio (SPOA) por delitos como daño en bien ajeno agravado, porte ilegal de armas de fuego, hurto agravado y tráfico de estupefacientes.
El capturado fue dejado a disposición de la autoridad judicial competente, donde deberá responder por los delitos que se le atribuyen.
[Argentina]
El País [1 notícia]
6. → Milei recibe a Flávio Bolsonaro en Buenos Aires y anuncia que no irá a la cumbre del Mercosur
El presidente argentino ratifica su apoyo al candidato ultra que enfrentará a Lula en las elecciones de octubre en Brasil
Javier Lorca
Buenos Aires - 29 JUN 2026 - 17:58 BRT
“Se viene la marea azul para Brasil de la mano de Flávio Bolsonaro”, escribió este lunes en sus redes sociales Javier Milei. El presidente argentino reafirmó su apuesta por el candidato ultra que desafiará al actual mandatario brasileño, Lula da Silva, en las elecciones de octubre: primero lo recibió en Buenos Aires y luego difundió ese esperanzado mensaje sobre el avance de la ultraderecha en América Latina. Poco después, su Gobierno confirmó que Milei no participará este martes de la cumbre del Mercosur que tendrá lugar en Paraguay, donde iba estar cara a cara con Lula.
El senador Flávio Bolsonaro llegó a Argentina para participar, junto con Milei, de un encuentro que reúne a dirigentes, legisladores y líderes religiosos convocados por la Fundación Aliados de Israel (Israel Allies Foundation), una organización estadounidense de origen cristiano.
Como parte de esa actividad, el hijo del expresidente brasileño Jair Bolsonaro derrochó este domingo elogios para Milei: dijo que “ha estado haciendo una revolución del bien en Argentina”, que “en poco tiempo, el país se ha transformado” y que “va a avanzar aún más”. Antes de su discurso, se reunió con el rabino Axel Wahnish, embajador argentino en Israel.
El encuentro entre Milei y Bolsonaro se produjo en la residencia presidencial de Olivos, en las afueras de la capital argentina, en la mañana de este lunes. La comunicación oficial se limitó a difundir una imagen de ambos. El presidente argentino auguró un triunfo electoral de su aliado y Bolsonaro respondió en sus redes sociales con un mensaje de tenor similar: “Si en Argentina hubo motosierra, en Brasil habrá tijeretazo en los impuestos, en la burocracia y en la corrupción”, apuntó.
El respaldo de Milei a Bolsonaro confirma que el mandatario argentino no tiene interés en restaurar el vínculo con el actual presidente de Brasil. Desde que ingresó en la Casa Rosada, Milei ha tachado en diversas oportunidades a Lula de “corrupto” y “comunista”, término que para él equivale a un insulto. En los últimos meses, la relación evitó nuevos enfrentamientos y se concentró en los canales institucionales, dado que ambos países son importantes socios comerciales.
Milei y Lula iban a cruzarse este martes en una cumbre de los presidentes sudamericanos que integran el Mercosur, en Asunción. Allí está previsto que los mandatarios definan cuestiones relacionadas con el tratado de libre comercio entre el bloque y la Unión Europea, así como avances en un convenio de asociación económica con Japón.
Los gobiernos de Argentina y Brasil llegaban a esa cumbre con un nuevo foco de tensión: el canciller brasileño, Mauro Vieira, criticó este lunes las negociaciones unilaterales de algunos miembros del bloque con terceros países, por fuera del Mercosur, vulnerando el espíritu del acuerdo regional y amenazando “la manutención del arancel externo común”. No mencionó a Argentina, pero fue una referencia explícita al acuerdo comercial del Gobierno de Milei con Estados Unidos.
El Ejecutivo argentino anunció este lunes que, finalmente, el presidente Milei no viajará a la capital paraguaya y que su lugar lo ocupará el canciller Pablo Quirno. De acuerdo con la información que hizo correr la Casa Rosada, Milei permanecerá en Buenos Aires para concentrarse en temas de gestión nacional: este martes asumirá su nuevo jefe de Gabinete de ministros, Diego Santilli, tras la renuncia de Manuel Adorni, involucrado en un escándalo de presunta corrupción que investiga la justicia.
[Chile]
El Libero [1 notícia]
7. → Orden público y Fuerzas Armadas: nuevas amenazas exigen un nuevo Estado
El verdadero problema no es si queremos o no “militares en la calle”. Lo que Chile necesita definir es en qué condiciones podrían las Fuerzas Armadas colaborar de manera estructural en tareas de seguridad.
por Álvaro Briones
5 julio, 2026
Durante la semana, como era previsible, la acusación constitucional en contra del exministro Grau fue rechazada por el Senado. Probablemente el resultado más trascendente del episodio sea la constatación de la profundidad de la división existente entre las fuerzas que apoyan al gobierno, aquella que el Presidente no hizo nada por evitar al mostrarse totalmente ajeno al tema durante las semanas en que este ocupó a uno de los poderes del Estado. Una ocupación, por cierto, que contrasta con la nula atención que las chilenas y chilenos le concedieron al tema, y con el hecho que esa atención ciudadana siga concentrada, con realismo, en el verdadero tema que consideran acuciante para ellos: la seguridad pública.
Y tienen razón, porque mientras los parlamentarios se entretienen en episodios menores, el crimen organizado, en todas sus múltiples manifestaciones, así como el crecimiento de la delincuencia común que inevitablemente lo acompaña -encerronas, turbazos, asaltos, extorsiones y control territorial de barrios- seguirá expandiéndose en Chile si el Estado no modifica profundamente su forma de enfrentarlo.
Frente a un adversario de esa naturaleza, el desafío central del Estado es recuperar y mantener una superioridad manifiesta sobre las organizaciones criminales. No basta con reaccionar: es indispensable que el Estado disponga de capacidades superiores en inteligencia, tecnología, armamento, recursos financieros, coordinación institucional, número de efectivos, legislación y respaldo ciudadano. La vigencia efectiva del Estado de Derecho depende de que el monopolio legítimo de la fuerza sea también un monopolio de capacidad.
La necesidad de construir esa superioridad ha llevado en nuestro país, inevitablemente, al debate acerca del papel que deben desempeñar las Fuerzas Armadas en la lucha contra el crimen organizado. Resulta difícil aceptar que, mientras el Estado libra una batalla desigual contra organizaciones fuertemente armadas y con enormes recursos económicos, una parte importante de su capacidad legítima de empleo de la fuerza permanezca al margen. Lo expresó con crudeza el alcalde socialista de San Bernardo cuando observó que, mientras su comuna enfrentaba una grave crisis de seguridad, podía contemplar unidades militares realizando ejercicios en el interior de sus cuarteles como si la tragedia que vivía la población les fuera completamente ajena.
En ese debate ya abierto, durante la semana que pasó se conoció la opinión del ministro de Defensa Fernando Barros en una columna publicada por El Mercurio y luego en una entrevista en Teletrece radio. En ellas reiteró el reclamo que desde las FF.AA. se hace con relación al tema cada vez que éste se plantea: la colaboración de éstas en el combate a la actividad criminal debe tener un marco normativo claro definiendo las competencias, medios materiales y ámbitos en que pueda materializarse. Es una opinión valiosa, porque releva la importancia y el compromiso del gobierno con el tema, pero no plantea un punto de vista que parezca reconocer que la realidad actual es una que no demanda sólo de la colaboración excepcional de las Fuerzas Armadas con las instituciones policiales, sino que exige de éstas un marco legal, un alistamiento y una cultura que no es ya excepcional -como no es excepcional el fenómeno del crimen organizado como muestran experiencias de otros países de la región- sino que estructural.
En realidad, no deja de sorprender que, en el debate actual, tanto quienes respaldan la idea de la incorporación de las FF.AA. a esa tarea como quienes la rechazan tiendan a razonar desde categorías, tradiciones jurídicas o institucionales concebidas para un escenario que simplemente ya no existe. El verdadero problema no es si queremos o no “militares en la calle”. Lo que Chile necesita definir es en qué condiciones podrían las Fuerzas Armadas colaborar de manera estructural en tareas de seguridad. El verdadero desafío es superar instituciones del Estado chileno que fueron diseñadas para enfrentar amenazas características del siglo XX y hoy deben responder a amenazas propias del siglo XXI.
Durante décadas existió una separación relativamente clara entre la defensa nacional y la seguridad interior. Las Fuerzas Armadas protegían al país frente a amenazas externas; las policías combatían la delincuencia interna. Ese diseño era plenamente racional mientras las amenazas respondían a esa lógica. Pero el crimen organizado transnacional ha desdibujado esas fronteras y opera de maneras que trascienden completamente las capacidades para las cuales fueron concebidos nuestros organismos de seguridad.
En consecuencia, lo que Chile necesita no es simplemente ampliar las funciones de una u otra institución o sólo ampliar el número de efectivos, sino comenzar a construir un nuevo modelo de seguridad. La creación del Ministerio de Seguridad Pública constituye un primer paso importante, como también lo ha sido la proposición del presidente de la República en la reciente Reunión Cumbre de Mercosur en Paraguay, relativa a la necesidad de una cooperación regional e institucionalizada para enfrentar al crimen organizado. Pero todo ello será insuficiente si no va acompañado de una transformación cultural.
Durante demasiado tiempo Carabineros y la Policía de Investigaciones funcionaron como compartimientos estancos y casi competidores, más preocupados de preservar espacios propios que de integrar capacidades. Esa lógica debe desaparecer. Al mismo tiempo, Carabineros debe abandonar el celo con que tradicionalmente ha defendido la exclusividad de muchas de sus funciones. La seguridad ciudadana contemporánea supone necesariamente una participación complementaria de municipios, seguridad privada, organizaciones vecinales y policías municipales debidamente reguladas. Persistir en monopolios funcionales -como la regulación cotidiana del tránsito urbano- significa distraer recursos policiales que deberían concentrarse en combatir la criminalidad compleja.
Y las Fuerzas Armadas también deberían revisar sus paradigmas. Hasta ahora han sostenido que no fueron creadas ni entrenadas para cumplir funciones policiales y que carecen de un marco jurídico suficientemente claro para hacerlo. El argumento es válido, pero no puede transformarse en una razón para excluir indefinidamente una de las principales capacidades del Estado de la confrontación contra la amenaza más grave que hoy enfrenta el país. Porque la seguridad nacional ya no depende exclusivamente de amenazas provenientes del exterior. También puede verse gravemente afectada por organizaciones criminales capaces de disputar el control territorial, erosionar las instituciones democráticas, corromper autoridades y sembrar el miedo entre la población. Cuando ello ocurre, la frontera entre seguridad pública y seguridad nacional comienza inevitablemente a desvanecerse.
Prepararse para esa realidad significa reconocer que el escenario estratégico cambió y que el Estado debe cambiar con él. Éste es probablemente uno de los grandes debates estratégicos que Chile deberá enfrentar durante la próxima década y exige una mirada de futuro y un compromiso transversal de todas las organizaciones políticas y de las propias Fuerzas Armadas. La pregunta no es si debemos preservar intactas instituciones concebidas para otro tiempo. La verdadera pregunta es si seremos capaces de transformarlas antes de que las nuevas amenazas terminen por desbordarlas.
[México]
La Razón, México [1 notícia]
8. → Marina asegura casi tres toneladas de cocaína en costas de Oaxaca; detiene a cuatro
El decomiso incluyó dos embarcaciones y mil litros de combustible; la afectación económica al crimen organizado supera los 652 millones de pesos
Por:
La Razón Online
04/07/2026 18:48:26
El asesinato del alcalde de Uruapan, Carlos Manzo Rodríguez, fue planeado por los principales líderes del Cártel Jalisco Nueva Generación (CJNG), que habrían ofrecido dos millones de pesos a quien concretara el crimen.
Así lo expusieron autoridades durante la audiencia inicial contra ocho detenidos, entre ellos Jorge Armando “N”, “El Licenciado”, señalado como autor intelectual, y siete escoltas del edil imputados por homicidio calificado en comisión por omisión y por la ejecución extrajudicial de Víctor Manuel “N”, joven de 17 años señalado como el autor material.
De acuerdo con N+ FORO, el CJNG ordenó el homicidio y, según Reforma, la operación se coordinó a través de la aplicación de mensajería encriptada Threema, donde un escolta infiltrado de Carlos Manzo reportaba en tiempo real su ubicación.
Además, en el chat, integrado por al menos 10 personas, se encontraba “El Licenciado”, quien ordenó llevar a cabo el ataque sin importar si el alcalde estaba acompañado.
Según El Unviersal y Milenio, el adolescente Víctor Manuel “N” se acercó a Carlos Manzo durante el Festival de Velas y le disparó en seis ocasiones. El tirador fue sometido por los escoltas; sin embargo, videos, dictámenes balísticos y peritajes contradicen la versión de los policías: el joven estaba desarmado, boca abajo y esposado cuando uno de los escoltas, identificado como Demetrio “N”, tomó el arma del suelo y le disparó a corta distancia, entre 10 y 30 centímetros.
El séptimo disparo, el que mató al agresor, ocurrió 13 segundos después de la ráfaga contra el alcalde. Peritos concluyeron que no existía amenaza alguna y que la ejecución se realizó con la propia pistola del tirador. Un paramédico que presenció los hechos declaró que incluso se le impidió dar primeros auxilios al adolescente.
N+ FORO detalló que durante la audiencia, la Fiscalía de Michoacán presentó audios extraídos de una memoria USB asegurada a “El Licenciado”, así como testimonios que describen el reclutamiento de Ramiro “N”, “El Jaguar”, identificado como coordinador en campo y reclutador de sicarios, cuyo cuerpo sin vida fue hallado el 10 de noviembre en un tramo de la carretera Uruapan–Paracho.
Presentó una carta escrita por Ramiro “N”, en la que confesaba trabajar para “El Licenciado” y “el de las cuatro letras”, y revelaba detalles sobre la planificación del atentado. Los mensajes del chat del grupo operativo incluían órdenes explícitas: “Muévanse todos”; “Ya estamos listos”; “Escóndanse todos”; “Se la rifaron”; “Eliminen todo”; “El patrón les manda decir que gracias”.
El 1 de noviembre, cuando ocurrió el homicidio, Manzo contaba con ocho escoltas personales y con un “segundo círculo inmediato de seguridad“, conformado por 14 elementos de la Guardia Nacional.
El 22 de noviembre, el gobernador de Michoacán, Alfredo Ramírez Bedolla, informó que hay un octavo escolta que evadió la justicia, luego de que el viernes fueron detenidos en Uruapan siete de los escoltas por “homicidio calificado por omisión en calidad de garante”.
En total, ocho imputados quedaron bajo prisión preventiva y será el próximo miércoles cuando el juez decida si los vincula a proceso. “El Licenciado” se encuentra recluido en el penal "El Altiplano”, en el Estado de México, y los siete escoltas en el Penal de Mil Cumbres, en Michoacán.
Asimismo, según la dependencia, la incautación evitaría la distribución de aproximadamente 5.98 millones de dosis y representa una afectación económica de 652.9 millones de pesos para la delincuencia organizada.
La Marina informó en un comunicado que la acción fue resultado de labores de vigilancia marítima y aérea realizadas por la Armada de México en funciones de Guardia Costera.
Según el reporte oficial, el hallazgo ocurrió durante un vuelo de patrullaje marítimo que detectó dos embarcaciones sospechosas. Posteriormente, una patrulla oceánica se desplazó hacia la zona y, con apoyo de un helicóptero embarcado, interceptó ambas unidades.
Tras la inspección, los elementos navales localizaron 86 bultos que contenían la presunta droga. También aseguraron 20 bidones con gasolina preparada, cada uno con capacidad de 50 litros.
La dependencia señaló que las personas detenidas fueron informadas sobre sus derechos y serán puestas a disposición del Ministerio Público Federal, junto con lo asegurado, una vez que la embarcación oficial arribe a puerto. La Fiscalía General de la República integrará las carpetas de investigación correspondientes.
Semar precisó que el peso ministerial definitivo del cargamento será determinado por las autoridades competentes y se incorporará a las estadísticas oficiales.
Con este decomiso, los aseguramientos de droga realizados durante la actual administración sumarían cerca de 77 toneladas, se indica en el comunicado.
“La Secretaría de Marina reafirma su compromiso de mantener operaciones permanentes de vigilancia marítima, aérea y terrestre para inhibir las actividades de la delincuencia organizada“, se lee en el documento oficial.
[Venezuela]
El Nacional [1 notícia]
9. → Sobrevivir a la noche, la otra tragedia en La Guaira
Cuando cae el sol, aparecen el miedo y el terror. Sin electricidad, los sobrevivientes de los terremotos del 24 de junio se enfocan en amanecer sin sobresaltos en medio del azote de ladrones y personas inescrupulosas. No hay autoridades en la zona
Julio Blanca
julio 5, 2026 4:00 am | Actualizado 9:29 am
Cuando cae la noche en La Guaira, el estado más devastado por el doble terremoto del 24 de junio, el temor aumenta entre quienes quedaron damnificados. También la desesperación entre los familiares que mantienen la fe de que ocurra un milagro y su ser querido sea uno de los sobrevivientes de esta tragedia que ha causado en el país más de 2.000 muertos y 3.000 heridos, según reportes oficiales. Pero pueden ser más. Muchos más.
Sentada junto a su familia y varios vecinos en una acera de la calle Guaicaipuro de Caraballeda, Egnis, quien prefirió no dar su apellido, dice que su vida cambió por completo por el doblete sísmico. El día, dentro de lo que cabe, se hace llevadero hasta que el sol comienza a ocultarse. "Entonces vienen la angustia, la zozobra. Las horas pasan lento, parecen interminables. Es algo muy fuerte lo que estamos viviendo", dice mientras muy cerca hacían trabajos para el rescate de cuerpos bajo la luz de la luna.
Están a la deriva, dice. No tienen electricidad, internet ni agua. Denunció que están desasistidos e incomunicados. "No sabemos lo que está pasando alrededor porque no tenemos información".
Aunque el presidente de la Asamblea Nacional, Jorge Rodríguez, asegura que el servicio eléctrico está restituido en un 90%, la realidad en el terreno es otra: persisten los sectores a oscuras y, desde hace unos días, se suma la inseguridad. Egnis relató que cada vez escuchan más denuncias de saqueos y robos en las propiedades colapsadas que quedaron desprotegidas. "Esperamos que esta pesadilla pase pronto", clama la mujer iluminada por una lámpara recargable.
El panorama es desolador en La Guaira. Son montañas inmensas de escombros y los edificios que quedan en pie muestran grietas, una imagen que es una segunda tragedia para los sobrevivientes. Por eso hay quienes no quieren vivir más aquí. "Tengo miedo, tengo mi apego con mi estado porque soy nací aquí, pero quiero irme porque de verdad que me da pavor; ya esta es la segunda tragedia que paso", comenta Egnis.
La incertidumbre de saber cuál será el destino de La Guaira representa una gran preocupación para ella. "¿Qué respuesta nos van a dar? No sabemos si nos van a evacuar a todos. No tenemos información de si la presidenta se pronunció", dice sobre la falta de información que hay en estos momentos.
Al no tener comunicación ni atención de las autoridades, su única esperanza es Dios para que haya un cambio y mejore su situación.
"Las noches son terroríficas", dice Marta Morales, habitante de Caraballeda. Su casa no tiene daños graves, pero la vivienda corre peligro por un edificio que se desplomó en la parte trasera y el muro perimetral amenaza con caer.
"Tenemos que dormir aquí con los vecinos en la parte de afuera. La noche que nos cayó la lluvia fue terrible porque también hubo una tormenta eléctrica muy fuerte", señala mientras sonaba con insistencia una máquina encargada de las labores de extracción.
Los problemas se extienden a servicios fundamentales como el agua, ya que las reservas que tenían escasean, lo que hace difícil cocinar y asearse.
Ante la inseguridad, comenta Morales, los vecinos se protegen entre ellos mismos. Usan pitos para como alarma para alertar. "El arma que tenemos es un pito. Nos cuidamos entre nosotros con pitos y tratamos de hacer los momentos llevaderos mientras se va resolviendo, mientras nos reconectan la luz. La señal de internet para comunicarnos con los familiares no existe; cada vez que viene alguien en camioneta con su antena Starlink, nos dejan tres minutos nada más. No ha sido fácil, ha sido bastante complicado".
Teme que aumenten los hurtos en edificios, pues aunque han visto policías, son pocos y algunos ni siquiera están armados.
La réplica del lunes, comenta, les generó mucho miedo.
Y aunque en un momento tan cuesta arriba el optimismo puede diluirse, Martha Morales demuestra lo contrario: "Lo importante es que estamos bien; con medicamentos también nos han ayudado bastante y con algunos insumos, colchonetas. En la noche pasan algunas camionetas de Caracas, nos traen comida caliente. Ahí vamos".
Ruega porque la escuchen y solventen con maquinaria la situación del muro que amenaza con caerle a su casa. "La magnitud de esto ha sido inmensa. Hay mucha ayuda, pero no es suficiente. Esto fue mucho más grande".
En lo que queda de las residencias Rita Sol Palace, en Los Corales, hay un esfuerzo constante. Rescatistas argentinos y venezolanos, voluntarios y algunos familiares están instalados en una zona fuertemente afectada, que iluminaron con equipamiento profesional.
Los faroles apuntan directamente a una zona de desastre: una enorme masa de concreto bajo la cual quedó atrapado el hogar de cientos de familias. Al fondo, una multitud observa expectante, aferrada a la esperanza de que los rescatistas logren extraer a quienes habitaban el edificio de diez pisos. La mirada de los vecinos sigue de cerca cada movimiento, el estruendo de las máquinas, el análisis minucioso del terreno y el traslado de plantas eléctricas. Es una labor titánica que exige una precisión milimétrica, desafiando las inclemencias del clima y una agónica carrera contrarreloj por hallar sobrevivientes cuando ha pasado más de una semana del doble sismo.
José García vivía en el piso 2 del edificio y, tras el sismo, su esposa, hijos y él cayeron hasta la planta baja. Lograron rescatarlos a todos menos a su pareja. Cree que sigue viva bajo la torre desplomada.
Estuvieron encerrados entre 8 y 9 horas. Horrible es la palabra que usa para describir la situación, pues estaba con sus hijos en un espacio reducido; al menor lo tenía al lado, pero al de 12 años solo podía verle un pie y una mano, ya que el resto de su cuerpo estaba tapado por los escombros.
Durante el encierro, les pedía a sus hijos que oraran y les repetía constantemente: "De aquí vamos a salir". Los niños decían que "vendrían los ángeles" a buscarlos.
Fue sacado de los escombros gracias a un esfuerzo conjunto de su hijo mayor (quien es bombero y estaba fuera luchando por ellos), un amigo de la familia y el grupo UOTE de la Policía Nacional.
Cuando el bombero Jesús García llegó al sitio, un compañero ya había localizado a su padre y a sus dos hermanos en el área derrumbada de la piscina y buscaba refuerzos. Su compañero le confirmó: "Tu papá está con vida con los niños". Al entrar por primera vez y escucharlo, su padre le suplicó: "No me dejes aquí". Jesús le pidió calma; no se iría sin él.
Mientras intentaban ingresar por primera vez, ocurrió una réplica y las estructuras comenzaron a caer. A pesar del riesgo, decidieron continuar con la labor de salvamento.
El rescate se demoró significativamente porque estaban "escasos de herramientas". Tuvieron que esperar una hora por un martillo eléctrico de una residencia vecina.
El éxito del operativo se debió en gran medida a la llegada del grupo UOTE (Unidad de Operaciones Tácticas Especiales de la Policía Nacional Bolivariana), quienes apoyaron con tres esmeriles, y a la ayuda de otro bombero de La Guaira que se sumó a las labores.
Lograron extraer con éxito tanto a su padre como a sus dos hermanos (el primero en salir fue el más pequeño, Diego). No obstante, Jesús mencionó con tristeza que la madre de sus hermanos aún permanece bajo los escombros.
Un sobreviviente de 60 años, quien se identificó como Álvaro, denunció el olvido institucional y la falta de recursos básicos para la reconstrucción de sus vidas. "Pasan muchos funcionarios en el día y en la noche no hay ninguno patrullando. Entonces, esto se va a volver otra vez como en la época de la tragedia de la vaguada de Vargas, que hay que empezar a armarnos aquí los ciudadanos, los vecinos que quedamos vivos para defendernos".
Asegura que no hay quien proteja los bienes y a las personas. "Vienen a robar, no vienen con buenas intenciones, entonces hay que enfrentarse con ese tipo de personas".
Exigió a las autoridades que se aboquen a los problemas que enfrentan: seguridad y servicios públicos, además del suministro de gasolina. "Son cosas muy básicas del ser humano. No hay agua ni siquiera en cisternas. Menos mal que llovió hace dos días y recogimos un poquito de agua. Imagínate eso después de 8 días".
Lamenta que no haya alguien que esté dando órdenes para ayudar a la gente a volver a empezar. "Aquí todos somos guerreros. Bueno, vamos a seguir guerreando, pero necesitamos ayuda".
[Equador]
Expreso [1 notícia]
10. → Nuevo ataque armado en La Aurora: balacera en los exteriores de una urbanización genera pánico
Una balacera se registró la noche del sábado en los alrededores de la ciudadela Cataluña en la vía a Salitre. Hay temor entre los residentes
Freddy Josue Andrade Andrade
05.07.2026 | 10:20
Actualizado:
05.07.2026 | 10:20
Un nuevo hecho violento volvió a encender las alarmas entre los habitantes de La Aurora, en el cantón Daule. Durante los últimos meses, este sector ha sido escenario de varios ataques armados y homicidios registrados en distintos puntos, como los alrededores de La Joya, la vía a Salitre y los exteriores de centros comerciales, una situación que mantiene preocupados a residentes y conductores que transitan diariamente por la zona.
La noche de este sábado 4 de julio, se reportó una nueva balacera en los exteriores de la urbanización Cataluña, ubicada sobre la vía a Salitre.
De acuerdo con información preliminar, varios sujetos que se movilizaban en otro vehículo habrían interceptado un vehículo de alta gama color gris y disparado en repetidas ocasiones contra sus ocupantes.
Tras el ataque, unidades policiales y de emergencia acudieron al sitio para atender la novedad y acordonar el área. Hasta el momento, las autoridades no han difundido el informe oficial sobre el número de víctimas o las circunstancias del atentado.
Sin embargo, de manera extraoficial se conoció que una persona habría fallecido, aunque esta información aún no ha sido confirmada por la Policía Nacional.
El violento episodio provocó temor entre moradores y personas que circulaban por el sector, quienes relataron haber escuchado múltiples detonaciones.
Algunos residentes manifestaron que la inseguridad se ha convertido en una preocupación constante. “Cada vez da más miedo salir o regresar a casa. Ya no son hechos aislados, sino situaciones que se repiten con frecuencia”, comentó una habitante de una urbanización cercana. Otro ciudadano señaló que los ataques armados se han vuelto recurrentes y pidió mayor presencia policial en la zona.
Hasta el cierre de esta edición, la Policía continuaba con las diligencias investigativas para esclarecer lo ocurrido e identificar a los responsables.
Mientras tanto, la ciudadanía insiste en que se refuercen los controles de seguridad en La Aurora, donde la repetición de hechos violentos ha incrementado la preocupación entre quienes viven y trabajan en este sector del Gran Guayaquil.
[Bolívia]
El Día [1 notícia]
11. → Aprehenden a Vicente Salazar, dirigente de la Federación Túpac Katari, por los bloqueos de 53 días
Tras su detención, efectivos policiales lo trasladaron a dependencias de la Fuerza Especial de Lucha Contra el Crimen (Felcc), en La Paz
2026-07-04 14:34:53
La Policía Boliviana aprehendió este sábado a Vicente Salazar, ejecutivo máximo de la Federación de Campesinos Túpac Katari, en la ciudad de El Alto, La Paz.
Se informó que la acción se da en el marco de las investigaciones por los 53 días de bloqueos registrados en el país, conflicto que se produjo entre mayo y junio; en ese periodo se reportaron las muertes de más de 10 personas y pérdidas económicas millonarias en distintos sectores.
Tras su detención, efectivos policiales trasladaron a Salazar a dependencias de la Fuerza Especial de Lucha Contra el Crimen (Felcc) en La Paz, dentro del proceso investigativo.
Salazar era uno de los líderes las protestas y bloqueo que iniciaron con demandas sectoriales y económicas, pero posteriormente pidieron la renuncia del presidente Rodrigo Paz, lo que fue tildado de “desestabilizador” por autoridades de Gobierno y otros sectores.
Se espera conocer un informe policial en el que se brinde detalles sobre la aprehensión del líder de la Federación de campesinos.
